Justiça de Minas Gerais determina expedição de certidão de óbito de Eliza Samudio
A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de
Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, determinou a
expedição de certidão de óbito para Eliza Samudio, ex-amante do
ex-goleiro Bruno Souza, desaparecida desde junho de 2010.
A determinação atendeu pedido do promotor Henry Castro, representante
do Ministério Público no caso, e de Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza.
No entendimento dos dois, os jurados do julgamento realizado em
novembro do ano passado, no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem,
reconheceram que a moça efetivamente foi assassinada.
Na ocasião, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foi condenado a
15 anos de prisão, em regime fechado, pelo sequestro, cárcere privado e
morte de Eliza Samudio.
Na mesma sessão, Fernanda Castro, outra ex-amante do goleiro, foi
condenada a cinco anos de prisão pelos crimes de sequestro e cárcere
privado de Eliza e do filho dela, hoje com dois anos e sete meses de
idade. Como a sentença foi inferior a seis anos, Fernanda irá cumpri-la
em regime aberto.
No seu despacho, a magistrada, apesar de reconhecer não existir
previsão legal para contemplar o pedido do MP e da mãe de Eliza, afirmou
que a sentença criminal poderia ser executada no âmbito cível, para
efeito da reparação de danos.
Segundo a assessoria do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), a
magistrada considerou a decisão do corpo de jurados de reconhecer a
existência do homicídio como "soberana".
"Se já existe uma decisão que reconhece a morte da vítima, não faz
sentido determinar que seus genitores ou seu herdeiro percorram a
via-crúcis de outro processo para obterem outra sentença judicial que
declare a morte de Eliza Samudio", escreveu, complementando que o
registro civil da morte resguarda os direitos do filho de Eliza, de
acordo com a assessoria do TJ-MG.
Conforme o TJ-MG, um mandado foi expedido para o registro da certidão
de óbito na cidade de Vespasiano, localizada na região metropolitana da
capital mineira.
Segundo a polícia, o assassinato de Eliza teria ocorrido na localidade,
na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de
ser o executor da moça.
De acordo com informações do setor, essa versão da investigação foi
reconhecida pelos jurados, durante o julgamento de Macarrão e Fernanda. O
júri ainda acatou a morte de Eliza por asfixia, o que deverá constar no
documento.
Bruno e mais dois réus, a ex-mulher dele Dayanne de Souza e o
ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, serão julgados em março deste
ano pelo sumiço de Eliza.
Outros dois réus, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Elenílson
Vitor dos Santos ainda não têm data prevista para enfrentarem o júri
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Fonte: UOL Notícias

