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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Mantega prevê que gasolina subirá 4,4% na bomba

O posto vai repassar 4,4% porque tem a mistura, e isso é menos que a inflação, disse

O ministro da Fazenda, Guido Mantega
O preço da gasolina na bomba deverá subir 4,4%, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, resultando em um impacto de 0,16 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
- Ações da Petrobras têm forte queda após reajuste da gasolina

A Petrobras anunciou reajuste na noite de terça-feira de 6,6% nas refinarias para a gasolina e de 5,4% para o diesel.
O reajuste que chegará às bombas é menor devido à mistura de 20% de etanol na gasolina, entre outros fatores, como as margens das distribuidoras.
"O posto vai repassar 4,4% porque tem a mistura, e isso é menos que a inflação. Faz quatro anos que o preço da gasolina não sobe. De 2006 até agora o preço da gasolina subiu 6%. É uma pequena correção que não vai atrapalhar ninguém", afirmou.
Em outras oportunidades que a gasolina subiu nas refinarias, o governo reduziu a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) para evitar repasses ao consumidor. Mas no último aumento a Cide foi zerada, tanto para a gasolina como para o diesel.
"Dessa vez, (o reajuste) vai para o consumidor e vai ter um impacto pequeno de 0,16 ponto no IPCA", emendou.
Mantega disse que o governo está estudando elevar a mistura do etanol na gasolina, mas não se comprometeu com uma data para fazer o anúncio.
Um aumento da mistura para 25%, por exemplo, poderia atenuar mais a alta da gasolina.
O ministro esquivou-se de responder se o aumento dado agora será o único do ano.
Disse apenas que novos reajustes vão depender do preço internacional do petróleo.
"É o último aumento da gasolina nesta semana", afirmou em tom de brincadeira. "No ano passado demos mais de um aumento, não significa que este ano faremos o mesmo."
Ele afirmou que a Petrobras também interfere na decisão.
"O aumento é decidido pela diretoria da Petrobras, depende do preço internacional e de outros fatores."
Fonte: iG